sexta-feira, 27 de junho de 2014

O Adeus

Portugal assim como tantas outras selecções de renome volta a casa com o sentimento de frustração. O grupo era acessível, tínhamos equipa para ficar pelo menos em segundo lugar no grupo e vimos embora com o sentimento de que ficamos aquém.

A carreira da selecção começou em goleada, depois passou para empate e por fim uma vitória. Vitória essa que foi conseguida, no meu ponto de vista, graças às mudanças efectuadas no meio campo. Mas falar é fácil depois de ver o jogo...difícil é antecipá-lo. Mas as convicções fortes de Paulo Bento em manter o teu onze tipo nos dois primeiros jogos tornaram-no num teimoso em se pode atirar alguma culpa nesta eliminação precoce.

O jogo contra a Alemanha foi um jogo em que o que havia para correr mal...correu! Mas o principal factor que aponto para este adeus foi a não vitória no jogo contra os EUA. E na última jornada, as coisas até se estavam a encaminhar para o "milagre", sendo que até a Alemanha deu a ajuda mínima que precisávamos. Mas a necessidade de marcar muitos golos fez lembrar que nem sempre perder por um golo é a mesma coisa que perder por quatro, principalmente em pequenas competições como esta.

Esta prestação neste mundial serviu também para fortalecer a necessidade urgente que tem falta a Portugal nos últimos anos... um ponta de lança. Longe vão os tempos de Pauleta e Nuno Gomes e muitas saudades nos deixam. Éder demonstrou nos amigáveis de preparação que poderia ser uma mais valia...valia essa que se desmoronou assim que foi posto à prova nos jogos "a doer".

Acredito que esta selecção precisa de mudança...precisa que alguns jogadores percam o estatuto que têm (por muito que tenham dado à selecção). E aqui estou de acordo com o presidente da federação em manter o Paulo Bento por mais dois ano. Isto porque que já à algum tempo que ele tem andado a trabalhar com Rui Jorge (técnico dos Sub21) na prospecção dos jovens que por lá passam. Pena é que os clubes não invistam mais nos valores das suas academias e prefiram gastar em promessas vindas de fora.

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