Foi com alguma surpresa que assisti à queda do Benfica na Europa. Se sair da Champions já não era muito bom, sair de vez de qualquer competição europeia deixa um pouco que pensar.
Era sabido que toda a gente do Benfica dizia que a Champions nunca era uma prioridade. Mas o que significa não ser uma prioridade? Acho que é um pensamento natural pensar que qualquer equipa portuguesa tem muito pouca possibilidade de conquistar o troféu. Então o que será ser uma prioridade? Ir o mais longe possível? Não será isso o pensamento mínimo de qualquer clube onde quer que esteja inserido?
Senão vejamos...considerando que o Benfica não apostou na Champions para apostar no campeonato, porque é que utilizou o plantel sempre na sua máxima força? Poderia ter rodado jogadores poupando os melhores para as tais competições que interessavam. Mas uma vez que já estava a jogar com os melhores, será que não se estavam a esforçar o suficiente para tentar ganhar jogos?
Outro factor que parece pesar nesta decisão de se focarem-se apenas nas competições internas é não ter um plantel vasto para alternar jogadores e não "massacrar-los"com demasiados jogos. Mas uma vez estando na competição, pelo menos 6 jogos teriam de fazer (fase de grupos) e caso chegassem aos oitavos-de-final apenas fariam pelo menos mais 2. E era este o objectivo mínimo de um cabeça-de-série, chegar aos oitavos. Não seria 2 jogos que iria desmoronar fisicamente um plantel.
No capítulo da liga dos campeões o Benfica passou de 8 a 80, quando o ano passado queria jogar a final em sua casa e este ano desiste por completo. Pelo menos numa coisa foi consistente, no exagero dos objectivos traçados. A diferença é que este ano conseguiu atingir esse objectivo.
Em suma, não consigo perceber como é que um clube como o Benfica abdica das competições europeias nem tão pouco como é que os adeptos embarcam nesta decisão ficando contentes com este afastamento.
quinta-feira, 27 de novembro de 2014
segunda-feira, 13 de outubro de 2014
A "nova" selecção
Fernando Santos é sem dúvida um senhor da bola, com vasta experiência em clubes e selecções. O trabalho que fez na Grécia é notável e merece todo o apoio. O facto de não poder estar 8 jogos no banco da selecção confesso que me deixa uma pouco reticente, mas vou dar o beneficio da dúvida e apoiar incondicionalmente este novo seleccionador.
Um dos principais pontos que me está a surpreender em Fernando Santos é o ar de bem disposto e sorridente que outrora era motivo de critica pela sua ausência. Acho que nunca vi Fernando Santos sorrir tanto desde que assumiu o cargo do que em todo o resto da sua carreira. Esta postura é meio caminho para haver boa disposição no seio da selecção.
Para os recentes encontros contra a França e Dinamarca, fiquei finalmente agradado por ter visto ficar de fora aqueles "monos" que não jogam nos seus clubes e que de certo modo também não jogavam na selecção apesar de estarem em campo. Gostei de ver apostas novas, apesar de jogadores já velhos, mas de certo modo o único jogador que realmente me divide é a de Ricardo Carvalho. Espero estar errado.
Por fim, e após o jogo da França, ainda senti um bocado a Ronaldo-dependência no inicio do jogo que foi desvanecendo até final da partida. Bom para ele e para a equipa. Numa partida que não começou bem mas que acabou por tornar-se equilibrada ganhou a equipa que melhor aproveitou os erros do adversário. Que tenham oferecido todos estes erros num jogo a feijões, por a partir de agora é tolerância zero.
Um dos principais pontos que me está a surpreender em Fernando Santos é o ar de bem disposto e sorridente que outrora era motivo de critica pela sua ausência. Acho que nunca vi Fernando Santos sorrir tanto desde que assumiu o cargo do que em todo o resto da sua carreira. Esta postura é meio caminho para haver boa disposição no seio da selecção.
Para os recentes encontros contra a França e Dinamarca, fiquei finalmente agradado por ter visto ficar de fora aqueles "monos" que não jogam nos seus clubes e que de certo modo também não jogavam na selecção apesar de estarem em campo. Gostei de ver apostas novas, apesar de jogadores já velhos, mas de certo modo o único jogador que realmente me divide é a de Ricardo Carvalho. Espero estar errado.
Por fim, e após o jogo da França, ainda senti um bocado a Ronaldo-dependência no inicio do jogo que foi desvanecendo até final da partida. Bom para ele e para a equipa. Numa partida que não começou bem mas que acabou por tornar-se equilibrada ganhou a equipa que melhor aproveitou os erros do adversário. Que tenham oferecido todos estes erros num jogo a feijões, por a partir de agora é tolerância zero.
quinta-feira, 28 de agosto de 2014
Nani
Foi com alegria que vivi o regresso de Nani ao futebol português. Não está no seu topo de carreira mas é um jogador claramente que pode ser muito útil ao Sporting. No entanto já não foi com grande alegria que vi a sua entrada direta para o 11 titular. Mas já lá iremos.Falando do negócio em si, é algo que precisa de ser elogiado. O namoro entre o Man. Utd. e o jogador Rojo era conhecido à muito e as próprias atitudes do jogador davam bem a entender que ele queria sair. O próprio pedido de desculpas é óbvio que o fez por ter a certeza que iria sair e quis limpar a porcaria que tinha feito para sair pela porta grande. Mas conseguir vendê-lo por um valor considerado aceitável para o jogador em questão e ainda trazer um jogador de topo como Nani que vê o seu salário igual e ter oportunidade de passar de jogador de banco para venerado é de top. Se conseguiria um clube mais competitivo? Sim conseguia... Mas não iria conseguir estar num clube onde iria ser adorado por todos. Em suma, ganhou qualidade de vida.
Relativamente à sua estreia, custa-me a aceitar que tenha entrada com tanta facilidade no 11 titular. É certo que acompanhou a pré-época do clube anterior e que estava fisicamente apto, mas tinha acabado de chegar à poucos dias. Compreendo a euforia dos adeptos para verem jogar a estrela, mas para este caso é minha opinião que o Nani deveria ter sido mais "protegido" e começar no banco.
Para os colegas que costumavam jogar naquela posição (Capel, Mané, etc) fica também um pouco o sentimento de menosprezo, até porque andavam a desempenhar o seu papel com bastante qualidade, e verem-se relegados para o banco de um momento para o outro só porque acabou de chegar o Nani, dá uma pouco mau aspecto, como se tudo tivesse mal até então. Principalmente depois das declarações de Marco Silva ao dizer que o Nani não iria resolver todos os problemas.
Outros dos pontos menos positivo foi a atribuição da marcação das bolas paradas (ainda não estou a referir o penalti) como se já lá jogasse à muitos anos e como se não houvesse outros bons marcados no plantel. Dá a ideia que chegou ali alguém do outro mundo e que começa a achar que tudo o resto é escumalha. Até para o próprio Nani, deveriam ter-lhe retirado toda essa pressão da estreia, deveria ter sido uma coisa a conquistar ao longo da época. A própria situação do penalti, que infelizmente falhou, ainda reforçou mais que a sua estreia não foi aquilo que todos queriam. Inclusive ele. Se ele tem marcado? Aí seria a estreia perfeita...mas e se falha? Falhou.
O ideal seria a sua estreia ser com a entrada a meio da 2ª parte. Em primeiro lugar mantinha a consistência do plantel que tinha vindo a ser trabalhado, e em segundo, o estádio iria-se levantar para aplaudir Nani que iria motivar um efeito positivo no rendimento da equipa.
Espero que o Nani faça uma boa época de forma a ajudar o clube, mas também de modo a relançar a carreira. Porque ele merece.
segunda-feira, 4 de agosto de 2014
Pré-Época Benfica
A primeira coisa que salta mais à vista nesta fase final da pré-época é o descalabro do Benfica nos seus jogos e nas transferências. Dos 8 jogos que realizou apenas ganhou 2 (Sion e Estoril) perdendo os outros 6. É certo que a maior parte desses jogos foram contra grandes equipas, mas serão essas mesmas grandes equipas que irá encontrar na liga dos campeões e onde se exige uma melhor prestação. Afinal de contas é o campeão nacional e deverá estar pelo menos no segundo pote do sorteio.
No âmbito das transferências o Benfica também deixa um bocado a desejar... a venda de alguns jogadores era essencial (pois continuar a sustentar aquele plantel era muito difícil) mas a chegada dos seus substitutos parece deixar muitos adeptos em descrença relativamente à próxima época. Confesso que despachar a maior parte dos activos por causa da necessidade financeira e manter um dos treinadores mais bem pagos de sempre parece-me um paradoxo. De todas as transferências existe uma difícil que aceitar... a "venda" de Oblak para o Atlético de Madrid. Isto porque o Benfica não teve muita possibilidade de inviabilizar o negócio devido à clausula de rescisão e à vontade do jogador de sair afirmando inclusive que estava a ver todo o plantel a ir embora. Este era aquele guarda-redes que descansa uma equipa e dá segurança à defesa. O Benfica bem tentou negociar bons guarda-redes para o substituir, como o caso de Ochoa (Málaga), Romero (Mónaco) ou Navas (Real Madrid), mas as suas grandes exibições no Mundial do Brasil fizeram disparar os respectivos preços. Preços contraditórios ao que o Benfica ambiciona para esta época. Mas uma coisa é certa... o Artur não dá estabilidade na baliza a uma equipa como o Benfica.
Outro dos pontos que me parece estranho foi no final da época passada o presidente LFV numa entrevista falar de uma excelente relação com o treinador JJ que dava a entender que tudo o que se passava no clube relacionado com futebol eles estariam em plena comunhão. No entanto, estranho quando vejo o treinador JJ dizer recentemente que se sair mais algum jogador ele também sairá. Haverá assim tanta cumplicidade entre ambos?
Apesar disto tudo não creio que se possa excluir à partida o Benfica de fazer uma boa época. Isto porque tem um bom treinador e apesar dos muitos reforços ainda há tempo para mostrarem o que valem. A ver vamos se demoram demasiado tempo a mostrar esse valor.
Jesus disse a meio da pré-época que o Benfica estava a pagar o preço do sucesso do ano passado. Percebo-o perfeitamente! Falta saber durante quanto tempo irá ser feito esse pagamento.
No âmbito das transferências o Benfica também deixa um bocado a desejar... a venda de alguns jogadores era essencial (pois continuar a sustentar aquele plantel era muito difícil) mas a chegada dos seus substitutos parece deixar muitos adeptos em descrença relativamente à próxima época. Confesso que despachar a maior parte dos activos por causa da necessidade financeira e manter um dos treinadores mais bem pagos de sempre parece-me um paradoxo. De todas as transferências existe uma difícil que aceitar... a "venda" de Oblak para o Atlético de Madrid. Isto porque o Benfica não teve muita possibilidade de inviabilizar o negócio devido à clausula de rescisão e à vontade do jogador de sair afirmando inclusive que estava a ver todo o plantel a ir embora. Este era aquele guarda-redes que descansa uma equipa e dá segurança à defesa. O Benfica bem tentou negociar bons guarda-redes para o substituir, como o caso de Ochoa (Málaga), Romero (Mónaco) ou Navas (Real Madrid), mas as suas grandes exibições no Mundial do Brasil fizeram disparar os respectivos preços. Preços contraditórios ao que o Benfica ambiciona para esta época. Mas uma coisa é certa... o Artur não dá estabilidade na baliza a uma equipa como o Benfica.
Outro dos pontos que me parece estranho foi no final da época passada o presidente LFV numa entrevista falar de uma excelente relação com o treinador JJ que dava a entender que tudo o que se passava no clube relacionado com futebol eles estariam em plena comunhão. No entanto, estranho quando vejo o treinador JJ dizer recentemente que se sair mais algum jogador ele também sairá. Haverá assim tanta cumplicidade entre ambos?
Apesar disto tudo não creio que se possa excluir à partida o Benfica de fazer uma boa época. Isto porque tem um bom treinador e apesar dos muitos reforços ainda há tempo para mostrarem o que valem. A ver vamos se demoram demasiado tempo a mostrar esse valor.
Jesus disse a meio da pré-época que o Benfica estava a pagar o preço do sucesso do ano passado. Percebo-o perfeitamente! Falta saber durante quanto tempo irá ser feito esse pagamento.
segunda-feira, 14 de julho de 2014
O fim do Mundial
Acabou. The End. O que se vai fazer agora quando se chegar a casa do trabalho? O mesmo que se fazia antes de começar o Mundial.
No último post sobre as meias finais apostei nas vitórias de Brasil e de Argentina. Uma foi acertada, a outra foi completamente errada. Se alguém apostou na vitória da Alemanha era um resultado possível, mas de certeza que ninguém previa aquele desfecho. Nem a própria Alemanha. Foi uma noite onde para um lado correu tudo bem, e para o outro correu tudo mal.
Quando ao jogo da Argentina o desfecho só ocorreu nos penaltis. Um jogo chato de se ver (ainda bem que só cheguei a casa na altura dos penaltis) em que o próprio resumo do jogo tem dificuldades em mostrar os melhores lances.
O jogo de 3º e 4º lugar (que só serve para encher chouriços e ninguém concorda com ele a não ser a FIFA) só serviu para confirmar que a goleada dos 7-1 não foi um acidente de percurso mas sim salientar o fraco desempenho do Brasil, apesar de ter chegado as meias finais. A Holanda limitou-se a marcar uns golos e gerir o resultado já pensando nas férias. O PSG deverá andar apreensivo sobre o dinheiro investido no David Luís que nos dois últimos jogos teve a um nível muito baixo. Felizmente não são estes jogos que fazem esquecer o grande central que é.
Por fim a tão esperada final. A Argentina teve dois lances que podia ter marcado...um falhanço de Higuaín e outro de Rodrigo Palacio. Já a Alemanha apesar de mais consistente não teve assim nenhum lance tão fulcral como a cabeça ao poste mesmo no final da 1ª parte e do lance do golo. Sou um apreciador de Mario Gotze desde o Dortmund e acho que pode vir a ser um jogador fenomenal... tem é de sair do campeonato alemão. Em suma, ganhou a selecção que melhor jogou neste mundial sendo que o 2º lugar fica também bem atribuído à Argentina.
Por fim, não consigo perceber a eleição de melhor jogador do torneio. Messi foi claramente um bom jogador...mas apenas isso. Existiram claramente outros tantos que podiam ter levado o troféu.
Houve uma grande quantidade de grandes golos, em que deixo aqui os 10 melhores elegidos por um site onde os meus preferidos recaem sobre Tim Cahil da Austrália e Van Persie da Holanda.
Best Goals WC por GOTW
No último post sobre as meias finais apostei nas vitórias de Brasil e de Argentina. Uma foi acertada, a outra foi completamente errada. Se alguém apostou na vitória da Alemanha era um resultado possível, mas de certeza que ninguém previa aquele desfecho. Nem a própria Alemanha. Foi uma noite onde para um lado correu tudo bem, e para o outro correu tudo mal.
Quando ao jogo da Argentina o desfecho só ocorreu nos penaltis. Um jogo chato de se ver (ainda bem que só cheguei a casa na altura dos penaltis) em que o próprio resumo do jogo tem dificuldades em mostrar os melhores lances.
O jogo de 3º e 4º lugar (que só serve para encher chouriços e ninguém concorda com ele a não ser a FIFA) só serviu para confirmar que a goleada dos 7-1 não foi um acidente de percurso mas sim salientar o fraco desempenho do Brasil, apesar de ter chegado as meias finais. A Holanda limitou-se a marcar uns golos e gerir o resultado já pensando nas férias. O PSG deverá andar apreensivo sobre o dinheiro investido no David Luís que nos dois últimos jogos teve a um nível muito baixo. Felizmente não são estes jogos que fazem esquecer o grande central que é.
Por fim a tão esperada final. A Argentina teve dois lances que podia ter marcado...um falhanço de Higuaín e outro de Rodrigo Palacio. Já a Alemanha apesar de mais consistente não teve assim nenhum lance tão fulcral como a cabeça ao poste mesmo no final da 1ª parte e do lance do golo. Sou um apreciador de Mario Gotze desde o Dortmund e acho que pode vir a ser um jogador fenomenal... tem é de sair do campeonato alemão. Em suma, ganhou a selecção que melhor jogou neste mundial sendo que o 2º lugar fica também bem atribuído à Argentina.
Por fim, não consigo perceber a eleição de melhor jogador do torneio. Messi foi claramente um bom jogador...mas apenas isso. Existiram claramente outros tantos que podiam ter levado o troféu.
Houve uma grande quantidade de grandes golos, em que deixo aqui os 10 melhores elegidos por um site onde os meus preferidos recaem sobre Tim Cahil da Austrália e Van Persie da Holanda.
Best Goals WC por GOTW
terça-feira, 8 de julho de 2014
Meias-Finais
Brasil - Alemanha
É dos jogos que estou com mais curiosidade de ver. O Brasil é aquela equipa que joga em casa e tem adeptos a puxar por eles constantemente. Vão dar o litro para ganharem a copa que eles próprios organizam.
A falta de Neymar e de Thiago Silva vão claramente fazer-se notar e as opções para os substituir (principalmente Neymar), apesar de grandes jogadores, William ou Bernard, não têm o génio criativo de Neymar Jr. Verdade seja dita que este Brasil não anda a fazer exibições de encher o olho, mas nisso já estamos habituados com equipas de Scolari. Portugal também chegou à final do Euro e meias-finais do Mundial 2006 sem fazer grandes exibições.
Do outro lado vai estar uma das minhas selecções preferidas. Apesar de também ser um admirador do país (geograficamente), refiro-me mais concretamente a nível futebolístico. A verdade é que aquela equipa é composta por jogadores de um porte físico único e tecnicamente tem um melhor banco do que muitas equipas no seu 11 titular. Outra das vantagens é muitos daqueles jogadores serem ativos de clubes germânicos, maioritariamente do Bayern e Dortmund.
Mas este Mundial já nos tem provado que as equipas europeias estão a sentir dificuldades. Logo a noite veremos quem marcará presença no Rio no domingo. Aposto no Brasil.
Argentina - Holanda
Quase que me apetece dizer "Messi vs Robben". Isto porque são os jogadores que são capaz de puxar a equipa e de um momento para o outro ter uma jogada de génio e fazer a diferença.
Confesso que não vi atentamente muitos jogos da Argentina e que já li que tem feito do melhor e do pior. Para mim, só o facto de se chamar Argentina já impõe respeito. O único jogo que vi foi contra o Irão de Carlos Queiroz e confesso que aquele golo ao cair do pano foi talvez merecedor mas que ilustra bem as dificuldades que a equipa passou. Até porque o Irão contra atacava muito bem e teve bem perto de fazer golo por diversas vezes.
Da Holanda vi um grande jogo contra a Espanha e uma excelente atitude contra o México nos oitavos, mas contra a Costa Rica havia ali qualquer coisa que estava a falhar no momento da finalização. É certo que a Costa Rica, surpresa do Mundial, jogava um pouco como a Grécia em 2004, mas chegou muito mais longe do que alguma vez alguém pensaria. Van Gaal é um senhor da bola (é minha opinião que vai ressuscitar o Manchester) e aquela substituição do guarda-redes para defender os penaltis é a prova disso mesmo: um homem de coragem. No entanto acho que o vencedor deste jogo será a Argentina.
Será que vamos ter uma final sul americana? Europeia? Mista? De qualquer forma esperam-se dois grande jogos e isso é acima de tudo o que mais me agrada.
É dos jogos que estou com mais curiosidade de ver. O Brasil é aquela equipa que joga em casa e tem adeptos a puxar por eles constantemente. Vão dar o litro para ganharem a copa que eles próprios organizam.
A falta de Neymar e de Thiago Silva vão claramente fazer-se notar e as opções para os substituir (principalmente Neymar), apesar de grandes jogadores, William ou Bernard, não têm o génio criativo de Neymar Jr. Verdade seja dita que este Brasil não anda a fazer exibições de encher o olho, mas nisso já estamos habituados com equipas de Scolari. Portugal também chegou à final do Euro e meias-finais do Mundial 2006 sem fazer grandes exibições.
Do outro lado vai estar uma das minhas selecções preferidas. Apesar de também ser um admirador do país (geograficamente), refiro-me mais concretamente a nível futebolístico. A verdade é que aquela equipa é composta por jogadores de um porte físico único e tecnicamente tem um melhor banco do que muitas equipas no seu 11 titular. Outra das vantagens é muitos daqueles jogadores serem ativos de clubes germânicos, maioritariamente do Bayern e Dortmund.
Mas este Mundial já nos tem provado que as equipas europeias estão a sentir dificuldades. Logo a noite veremos quem marcará presença no Rio no domingo. Aposto no Brasil.
Argentina - Holanda
Quase que me apetece dizer "Messi vs Robben". Isto porque são os jogadores que são capaz de puxar a equipa e de um momento para o outro ter uma jogada de génio e fazer a diferença.
Confesso que não vi atentamente muitos jogos da Argentina e que já li que tem feito do melhor e do pior. Para mim, só o facto de se chamar Argentina já impõe respeito. O único jogo que vi foi contra o Irão de Carlos Queiroz e confesso que aquele golo ao cair do pano foi talvez merecedor mas que ilustra bem as dificuldades que a equipa passou. Até porque o Irão contra atacava muito bem e teve bem perto de fazer golo por diversas vezes.
Da Holanda vi um grande jogo contra a Espanha e uma excelente atitude contra o México nos oitavos, mas contra a Costa Rica havia ali qualquer coisa que estava a falhar no momento da finalização. É certo que a Costa Rica, surpresa do Mundial, jogava um pouco como a Grécia em 2004, mas chegou muito mais longe do que alguma vez alguém pensaria. Van Gaal é um senhor da bola (é minha opinião que vai ressuscitar o Manchester) e aquela substituição do guarda-redes para defender os penaltis é a prova disso mesmo: um homem de coragem. No entanto acho que o vencedor deste jogo será a Argentina.
Será que vamos ter uma final sul americana? Europeia? Mista? De qualquer forma esperam-se dois grande jogos e isso é acima de tudo o que mais me agrada.
sexta-feira, 27 de junho de 2014
Os inevitáveis "ses"
É típico da nossa cultura arranjar umas desculpas para esta fraca prestação de Portugal no mundial do Brasil. Aqui vou lançar alguns:
- Se o Pepe não tem sido expulso no primeiro jogo;
- Se o Coentrão não se tem lesionado;
- Se o árbitro ter marcado o penalti sobre o Éder a diferença de golos era menos;
- Se o Ronaldo tem marcado as oportunidades que teve contra o Gana;
- etc.
Confesso que SE algum destes "ses" tivessem acontecido talvez ainda estivéssemos em prova. Mas a verdade é também que SE o Varela não marca no último minuto contra os EUA já tínhamos saído à mais tempo.
Uma coisa em que Portugal não se pode queixar é a falta de sorte, exceptuando no primeiro jogo, mas que também não fomos dignos de merecer qualquer tipo de sorte. Mas senão vejamos: dos 4 golos que Portugal marcou, o primeiro por Nani, que apesar de ser uma excelente execução, não deixa de ser um lance de azar para o defesa norte americano e em que a bola vai parar milagrosamente a seus pés. O mesmo se poderá dizer dos lances nos golos contra o Gana...um auto-golo a bater na barra e no poste e a entrar na baliza e um segundo golo em que o guarda-redes Ganês em vez de mandar para trás, coloca nos pés de Ronaldo que só teve de encostar. Não quero tirar qualquer tipo de mérito à equipa portuguesa, mas apenas frisar a dificuldade em finalizar as jogadas construídas.
- Se o Pepe não tem sido expulso no primeiro jogo;
- Se o Coentrão não se tem lesionado;
- Se o árbitro ter marcado o penalti sobre o Éder a diferença de golos era menos;
- Se o Ronaldo tem marcado as oportunidades que teve contra o Gana;
- etc.
Confesso que SE algum destes "ses" tivessem acontecido talvez ainda estivéssemos em prova. Mas a verdade é também que SE o Varela não marca no último minuto contra os EUA já tínhamos saído à mais tempo.
Uma coisa em que Portugal não se pode queixar é a falta de sorte, exceptuando no primeiro jogo, mas que também não fomos dignos de merecer qualquer tipo de sorte. Mas senão vejamos: dos 4 golos que Portugal marcou, o primeiro por Nani, que apesar de ser uma excelente execução, não deixa de ser um lance de azar para o defesa norte americano e em que a bola vai parar milagrosamente a seus pés. O mesmo se poderá dizer dos lances nos golos contra o Gana...um auto-golo a bater na barra e no poste e a entrar na baliza e um segundo golo em que o guarda-redes Ganês em vez de mandar para trás, coloca nos pés de Ronaldo que só teve de encostar. Não quero tirar qualquer tipo de mérito à equipa portuguesa, mas apenas frisar a dificuldade em finalizar as jogadas construídas.
O Adeus
Portugal assim como tantas outras selecções de renome volta a casa com o sentimento de frustração. O grupo era acessível, tínhamos equipa para ficar pelo menos em segundo lugar no grupo e vimos embora com o sentimento de que ficamos aquém.
A carreira da selecção começou em goleada, depois passou para empate e por fim uma vitória. Vitória essa que foi conseguida, no meu ponto de vista, graças às mudanças efectuadas no meio campo. Mas falar é fácil depois de ver o jogo...difícil é antecipá-lo. Mas as convicções fortes de Paulo Bento em manter o teu onze tipo nos dois primeiros jogos tornaram-no num teimoso em se pode atirar alguma culpa nesta eliminação precoce.
O jogo contra a Alemanha foi um jogo em que o que havia para correr mal...correu! Mas o principal factor que aponto para este adeus foi a não vitória no jogo contra os EUA. E na última jornada, as coisas até se estavam a encaminhar para o "milagre", sendo que até a Alemanha deu a ajuda mínima que precisávamos. Mas a necessidade de marcar muitos golos fez lembrar que nem sempre perder por um golo é a mesma coisa que perder por quatro, principalmente em pequenas competições como esta.
Esta prestação neste mundial serviu também para fortalecer a necessidade urgente que tem falta a Portugal nos últimos anos... um ponta de lança. Longe vão os tempos de Pauleta e Nuno Gomes e muitas saudades nos deixam. Éder demonstrou nos amigáveis de preparação que poderia ser uma mais valia...valia essa que se desmoronou assim que foi posto à prova nos jogos "a doer".
Acredito que esta selecção precisa de mudança...precisa que alguns jogadores percam o estatuto que têm (por muito que tenham dado à selecção). E aqui estou de acordo com o presidente da federação em manter o Paulo Bento por mais dois ano. Isto porque que já à algum tempo que ele tem andado a trabalhar com Rui Jorge (técnico dos Sub21) na prospecção dos jovens que por lá passam. Pena é que os clubes não invistam mais nos valores das suas academias e prefiram gastar em promessas vindas de fora.
A carreira da selecção começou em goleada, depois passou para empate e por fim uma vitória. Vitória essa que foi conseguida, no meu ponto de vista, graças às mudanças efectuadas no meio campo. Mas falar é fácil depois de ver o jogo...difícil é antecipá-lo. Mas as convicções fortes de Paulo Bento em manter o teu onze tipo nos dois primeiros jogos tornaram-no num teimoso em se pode atirar alguma culpa nesta eliminação precoce.
O jogo contra a Alemanha foi um jogo em que o que havia para correr mal...correu! Mas o principal factor que aponto para este adeus foi a não vitória no jogo contra os EUA. E na última jornada, as coisas até se estavam a encaminhar para o "milagre", sendo que até a Alemanha deu a ajuda mínima que precisávamos. Mas a necessidade de marcar muitos golos fez lembrar que nem sempre perder por um golo é a mesma coisa que perder por quatro, principalmente em pequenas competições como esta.
Esta prestação neste mundial serviu também para fortalecer a necessidade urgente que tem falta a Portugal nos últimos anos... um ponta de lança. Longe vão os tempos de Pauleta e Nuno Gomes e muitas saudades nos deixam. Éder demonstrou nos amigáveis de preparação que poderia ser uma mais valia...valia essa que se desmoronou assim que foi posto à prova nos jogos "a doer".
Acredito que esta selecção precisa de mudança...precisa que alguns jogadores percam o estatuto que têm (por muito que tenham dado à selecção). E aqui estou de acordo com o presidente da federação em manter o Paulo Bento por mais dois ano. Isto porque que já à algum tempo que ele tem andado a trabalhar com Rui Jorge (técnico dos Sub21) na prospecção dos jovens que por lá passam. Pena é que os clubes não invistam mais nos valores das suas academias e prefiram gastar em promessas vindas de fora.
terça-feira, 24 de junho de 2014
Portugal vs Gana
Sempre confiei no Paulo Bento e nas suas decisões. É um homem sério que sempre acreditou nas suas ideias. Mas terá isso sido sempre bom para ele e para a selecção? Começo a achar que não.
No primeiro jogo contra a Alemanha aceitei os jogadores que ele decidiu colocar no meio campo, que por um lado era o que fazia sentido pois tinha sido a equipa que ele sempre usara nos jogos a sério. Mas depois do que vi nesse jogo nunca acreditei seriamente que ele voltasse a repetir esse meio campo contra os EUA... mas fê-lo. Não posso deixar de salientar as fracas prestações de Meireles e Veloso que na minha opinião já à muito morreram para o futebol, bem como a de Moutinho que desde que saiu do Porto nunca mais foi o mesmo. Ainda para mais com a excelente ascensão de William Carvalho e pelo excelente fim de época feito por Rúben Amorim. Será demasiada teimosia? Será medo de relegar pro banco aqueles com estatuto imposto?
Tendo em conta também que André Almeida será certamente uma baixa confirmada espero também que Paulo Bento não volte a repetir a utilização de Miguel Veloso do lado esquerdo que provou claramente as suas debilidades naquela posição. Ele bem avisou que não jogava lá à 4 anos.
A matemática acho que já toda a gente a fez e sabe o que é preciso acontecer para Portugal se qualificar. E a questão que se coloca é se merece Portugal efectivamente passar aos oitavos de final. Se eu o quero? Sim. Se eu o acho? Não. Não está a jogar para tal.
Consigo aceitar que no jogo entre Alemanha e EUA haja uma certa tendência para o empate. Não por terem um pré-acordo ou algum tipo de esquemazinho, mas porque considero normal não estarem a arriscar num jogo para ganhar correndo o risco de o perder e comprometer a qualificação, assim como baixar a intensidade para poupar a equipa para futuros jogos. Também quero e gosto de acreditar na honestidade e profissionalismo dos responsáveis pelas duas equipas. Mas isto tudo não se colocará caso Portugal não ganhe o seu jogo...e aqui é que vai estar o verdadeiro problema.
Penso que a mentalidade que deva reinar na cabeça dos jogadores seja ganhar o jogo apenas porque sim. Pela honra. Pelo orgulho. Por amor à camisola. Irem com a pressão de ter de marcar uns 3 ou 4 pode dar asneira, tanto quanto a necessidade de ganhar o jogo contra os EUA. Esse será o pensamento a ter caso a situação no decorrer do jogo seja positiva e se proporcione esse desfecho não esquecendo que no outro jogo a Alemanha teria de estar a ganhar por uma boa margem. Mas acima de tudo espero que não seja mais um jogo miserável que até dá pena só de ver e que possam deixar uma melhor imagem antes do regresso.
No primeiro jogo contra a Alemanha aceitei os jogadores que ele decidiu colocar no meio campo, que por um lado era o que fazia sentido pois tinha sido a equipa que ele sempre usara nos jogos a sério. Mas depois do que vi nesse jogo nunca acreditei seriamente que ele voltasse a repetir esse meio campo contra os EUA... mas fê-lo. Não posso deixar de salientar as fracas prestações de Meireles e Veloso que na minha opinião já à muito morreram para o futebol, bem como a de Moutinho que desde que saiu do Porto nunca mais foi o mesmo. Ainda para mais com a excelente ascensão de William Carvalho e pelo excelente fim de época feito por Rúben Amorim. Será demasiada teimosia? Será medo de relegar pro banco aqueles com estatuto imposto?
Tendo em conta também que André Almeida será certamente uma baixa confirmada espero também que Paulo Bento não volte a repetir a utilização de Miguel Veloso do lado esquerdo que provou claramente as suas debilidades naquela posição. Ele bem avisou que não jogava lá à 4 anos.
A matemática acho que já toda a gente a fez e sabe o que é preciso acontecer para Portugal se qualificar. E a questão que se coloca é se merece Portugal efectivamente passar aos oitavos de final. Se eu o quero? Sim. Se eu o acho? Não. Não está a jogar para tal.
Consigo aceitar que no jogo entre Alemanha e EUA haja uma certa tendência para o empate. Não por terem um pré-acordo ou algum tipo de esquemazinho, mas porque considero normal não estarem a arriscar num jogo para ganhar correndo o risco de o perder e comprometer a qualificação, assim como baixar a intensidade para poupar a equipa para futuros jogos. Também quero e gosto de acreditar na honestidade e profissionalismo dos responsáveis pelas duas equipas. Mas isto tudo não se colocará caso Portugal não ganhe o seu jogo...e aqui é que vai estar o verdadeiro problema.
Penso que a mentalidade que deva reinar na cabeça dos jogadores seja ganhar o jogo apenas porque sim. Pela honra. Pelo orgulho. Por amor à camisola. Irem com a pressão de ter de marcar uns 3 ou 4 pode dar asneira, tanto quanto a necessidade de ganhar o jogo contra os EUA. Esse será o pensamento a ter caso a situação no decorrer do jogo seja positiva e se proporcione esse desfecho não esquecendo que no outro jogo a Alemanha teria de estar a ganhar por uma boa margem. Mas acima de tudo espero que não seja mais um jogo miserável que até dá pena só de ver e que possam deixar uma melhor imagem antes do regresso.
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